O Excomungado
Todo final de mês teremos uma lenda de nossa cidade para contar para vocês aqui no blog.E, como hoje é o último dia do mês de fevereiro, venho escrever sobre uma lenda que aconteceu no Adro da Igreja Matriz de São Gonçalo do Rio Abaixo, quando se erguia o cruzeiro. A lenda se chama O Excomungado.
Em 21 de maio de 1871 foi erguido um cruzeiro no adro da Igreja Matriz, pelos missionários redentoristas,padre Antônio e Alberto. Levantaram-no com cordas, puxadas pelas moças da irmandade das filhas de Maria e vários espeques, sustentados por homens fortes. Apesar de todo esforço, o Cruzeiro somente saía um pouco do chão e não passava disso.quedava-se, teimoso, como se algo fizesse barreira em sentido oposto. um dos missionários, o Padre Alberto, dirigindo-se aos presentes, disse:
_ Só pode ser praga, maldição dada. Se tiver algum excomungado entre nós, por favor, retire-se, pois precisamos erguer o Cruzeiro e o dia lá se vai!
Um dos presentes, filho único de mãe viúva, havia pedido que ela lhe preparasse um frango caprichado, como só ela sabia fazer.Imediatamente foi atendido, e enquanto o caldo fervia, a pobre senhora provou um pouco, na pontinha da colher de pau, para verificar se o tempero estava a gosto. Uma delícia! como já era quase hora do almoço, ela retirou uma asa e comeu-a,saboreando cada mastigadela.
Ao chegar em casa, o rapaz foi logo servido. Acontece que uma das partes que ele mais apreciava era justamente a asa. comeu uma, e ao procurar a outra, nada!
_ Mãe, onde está a outra asa do frango?
_ Eu comi, filho, enquanto preparava para você.
O rapaz, acometido pela ira e dominado pela gula, ergueu o braço e desferiu um violento tapa na mãe, derrubando o prato com um safanão e saindo em seguida.
O acontecido torno-se de domínio público, uns contando baixinho aos ouvidos dos amigos, outros exagerando no que lhes convinha. Houve até quem declarou que a mulher havia comido o frango inteiro, deixando para o filho apenas uns poucos retalhinhos. Certo é que a história rápido se alastrou.
Diz a tradição popular que o filho que se volta contra os pais, e os agride, é amaldiçoado, ainda que deles não tenha saído uma palavra sequer de admoestação.
Aqui estava o amaldiçoado. Os olhares para ele se dirigiam mudos, e no acanhado da vergonha, retirou-se do adro. quando chegou na Fontinha, ouviu o repicar dos sinos, indício de retorno aos trabalhos, que desta vez foram bem sucedidos. Novamente os homens ergueram os espeques e, pouco a pouco, o Cruzeiro estava de pé. cumpriu-se a sabedoria popular.
A história correu de boca em boca, fato comum em povoado pequeno. logo todo mundo começou a comentar, até hoje se comenta o acontecido.
Fonte: Trilha de Lembranças 2
Autora: Miriam Stella Blonski
Praga de padre ou dos pais, coitado de quem recebe!
_ Só pode ser praga, maldição dada. Se tiver algum excomungado entre nós, por favor, retire-se, pois precisamos erguer o Cruzeiro e o dia lá se vai!
Um dos presentes, filho único de mãe viúva, havia pedido que ela lhe preparasse um frango caprichado, como só ela sabia fazer.Imediatamente foi atendido, e enquanto o caldo fervia, a pobre senhora provou um pouco, na pontinha da colher de pau, para verificar se o tempero estava a gosto. Uma delícia! como já era quase hora do almoço, ela retirou uma asa e comeu-a,saboreando cada mastigadela.
Ao chegar em casa, o rapaz foi logo servido. Acontece que uma das partes que ele mais apreciava era justamente a asa. comeu uma, e ao procurar a outra, nada!
_ Mãe, onde está a outra asa do frango?
_ Eu comi, filho, enquanto preparava para você.
O rapaz, acometido pela ira e dominado pela gula, ergueu o braço e desferiu um violento tapa na mãe, derrubando o prato com um safanão e saindo em seguida.
O acontecido torno-se de domínio público, uns contando baixinho aos ouvidos dos amigos, outros exagerando no que lhes convinha. Houve até quem declarou que a mulher havia comido o frango inteiro, deixando para o filho apenas uns poucos retalhinhos. Certo é que a história rápido se alastrou.
Diz a tradição popular que o filho que se volta contra os pais, e os agride, é amaldiçoado, ainda que deles não tenha saído uma palavra sequer de admoestação.
Aqui estava o amaldiçoado. Os olhares para ele se dirigiam mudos, e no acanhado da vergonha, retirou-se do adro. quando chegou na Fontinha, ouviu o repicar dos sinos, indício de retorno aos trabalhos, que desta vez foram bem sucedidos. Novamente os homens ergueram os espeques e, pouco a pouco, o Cruzeiro estava de pé. cumpriu-se a sabedoria popular.
A história correu de boca em boca, fato comum em povoado pequeno. logo todo mundo começou a comentar, até hoje se comenta o acontecido.
Fonte: Trilha de Lembranças 2
Autora: Miriam Stella Blonski
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