5ª Jornada Mineira do Patrimônio Cultural


Técnicas Construtivas na Arquitetura do Período Colonial 


O Centro de Referência Cultural realizou de 20 a 21 de agosto de 2015 uma oficina sobre técnicas construtivas do período colonial dentro da programação da 5ª Jornada Mineira do Patrimônio Cultural
a oficina aconteceu na Rua Augusto Pessoa 157, Centro, na Casa Paroquial

Descrição do evento: No primeiro momento foi realizada uma palestra sobre a importância das técnicas construtivas aplicadas em construções do século XVIII ao XXI. Foram mencionados os pontos positivos destas técnicas ligados as questões econômicas, ambientais, térmicas, praticidades, rapidez e durabilidade. Foi demonstrado de forma prática, clara, objetiva o modo de fazer pau- a- pique, adobe e tijolo queimado em uma oficina em que todos puseram mãos na massa.Aconteceu também uma visita guiada ao Centro Pastoral, Patrimônio Histórico tombado pelo município que foi restaurado e ampliado pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo e entregue à comunidade em agosto de 2015 Segundo João Vitor Dias presidente do Conselho de Patrimônio Histórico, “o contraste entre as duas edificações é respeitoso e nunca agressivo. Os dois imóveis ocupam o mesmo espaço, mas, em dois tempos diferentes, com uma diferença de mais de um século (1888-2015)”. 


Confira as fotos : 


Palestra sobre a oficina

Fixação: para atar as madeiras, usam-se pregos 15 x 18 (preferencialmente sem cabeça e galvanizados) ou amarração com fibras naturais.



Amarração das fibras


Amarrando os cipós

Estrutura: utiliza varas de eucalipto ou bambus de 2 a 4 cm de diâmetro, com espaçamento de 15 cm entre elas. Inicialmente, uma fileira das peças verticais é fixada na base. Depois, vêm as horizontais. Por fim, repete-se a inserção das varas verticais, paralelamente às da primeira leva, formando uma espécie de sanduíche.




Parede pronta

 Barro: testam-se amostras locais umedecendo-as com água e formando pequenas bolas, que devem secar naturalmente ao longo de um dia. Se aparecerem poucas rachaduras na massa, bom sinal: isso indica a boa qualidade da matéria-prima. A mistura do barro com a água é feita com os pés; já sua aplicação na trama, com as mãos, de uma só vez.


Alunos tecendo a parede

Tecendo


                                                                    Tecendo  a parede de pau-a pique



Formas: As formas podem ser feitas de madeira ou metal. Quanto mais lisas forem as paredes internas mais facilmente se solta o tijolo. As dimensões variam de acordo com a necessidade, mas seria bom que o tijolo tivesse o comprimento igual a duas vezes a largura e a altura próximo à medida da largura. É conveniente colocar “abas” para levantar a forma.
Podem ser individuais, duplas ou quádruplas, ter formatos variados, por exemplo, em formato de cunha, com cantos arredondados, meio-tijolo, …

Produzindo o Tijolo 

Colocando o barro na fôrma de tijolo



Tijolos prontos 






Tijolos de barro 

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